terça-feira, abril 15, 2008

Poema para a minha Margarida a mais bonita.



pra escolher os olhos eu escolheria os seus
pra sentir o vento preferiria a sua mão seu toque de petala
pra aconselhar meu coração eu escolheria seu silencio
pra voar em direção ao sol escolheria a frieza do seu olhar
se fosse pra explodir o mundo eu te observaria dormir
pra pensar na minha velhice eu esperaria sentir
pra cansar de sorrir eu te aperrearia
se fosse pra escolher minha fome teria a fome de ti
pra tentar cair em desespero te escolheria como cama
pra acordar no meio da noite te chamaria de madrugada
pra acolher as tuas lágrimas te transformaria em dias de chuva
pra pensar alto eu ficaria no seu colo num dia frio sem carros no trânsito
pra atravessar o mal eu seguraria a tua mão
pra falar de mim tu serias ouvido, barulho de cachoeira
como se pudesse estar feliz tal agua em ribanceira
seu fosse pra enlouquecer que fosse diante do seu sorriso
tímido esguio no contra-luz das luzes do poste
pra embelezar o tempo seria chuva de agua orquidantes
dizem que tu és bagunçada, que bagunce a mim também
pra curar-me doses homeopáticas infinitivas das tuas pétalas
asinhas de borboleta que eu temo tanto
pra cair em estado de graça margaridas menores vindas de ti
com todos os teus trejeitos de se mover contra o vento
pra cuidar de vocês as minhas margaridinhas lindas
infinitos beijos desta abelhinha (embebida dos seus pólen) que os ama tanto...





terça-feira, abril 01, 2008

ao amigo perdido


em algum lugar no tempo perdido e entre as poças de lama próximas da ponte de madeira deteriorada onde determinava as fronteiras nucleares, ali naquele cenário sujo eu deixei de contar contigo, algumas pessoas de muito apreço já haviam me dito, que você é um ser sem lado, você esta do lado em que te oferece mais,que você é uma pessoa que mendiga atenção, e digo sem motivo, que você só lamenta sem reparar aonde deu errado, sem ouvir a verdade diante dos cachorros vagabundos da rua, só me vem a ideia de tolerância e respeito, havia também próximo deste lugar, pedaços de letras que indicavam seu nome, havia uma turva e suspensa sensação de desgosto, por algumas coisas que eu te fiz, e por mistérios que eu não criei, mas que a língua suja da rua soprou nos teus ouvidos e você no alto da sua razão desconsiderando todos os bens vitais para que aquilo sobrevivesse, acreditou, você foi uma pessoa cativada, procurada, por aquele que domina as palavras e que hoje não podendo mais apagar as manchas das letras, escreveu tanto que você virou página virada, num lugar consiso e seco dentro da história, você invadiu a as palavras dele e muitas vezes participou das escolhas literárias que foram de muito grado, guardarei a suas coisas debaixo do armário, é hora de retirar você dos mostruários das estantes assim disse o homem das letras, sem guerras , sem mais conflitos, as palavras hão de se retirar em silêncio.

segunda-feira, março 31, 2008

Thiamats (Umpluged for a moment)



Manaus - A separação da Tiamates é só um mito. Nesse momento, cada um cuida do seu projeto paralelo após o terceiro disco de sucesso "invisible candiru attacked me over the jurua river"
Quando foi anunciada as ferias da banda, que se encontra a beira da exaustão após a turnê por Barreirinha, Santo Antonio do Içá , Borba, Cabeça do cachorro, Orelha do cachorro, Língua do cachorro, Olho do cachorro, Peido do cachorro, Costela do cachorro, Cachorro quente e boca do Acre, fãs entraram em desespero e invadiram o Núcleo 15 sem nenhuma razão aparente destruindo um mendigo que atendia pela alcunha de "my friend",o que não resultou em nada visto que nenhum integrante mora la, mesmo neste momento de férias a banda já pensa no novo disco que a principio deve se chamar de Anus Kongus, uma singela homenagem prestada ao baterista da banda.


Agora, a Tiamates aproveitara suas ferias e tocara seu novo projeto "there was a little girl eating farinha in manaquiri that I love" somente em 2010. (Agencia Reuters)

Fica decretado abstinência do projeto La Poderosa Tiamats Verdes Fritos, porém o retorno será incrivelmente profano e eterno! Até a volta aos amigos vamos pedindo encarecidamente que continuem comendo o jaraqui da balsa da travessia do São Raimundo que estes dois anos sejam breves, e que possamos todos juntos virar altas doses de mentinha do poder no largo São Sebastião, como nos velhos e bons tempos.

sexta-feira, março 28, 2008

também se chamavam sonhos


gosto de estar entre os poucos amigos que tenho, houve uma época atras em que, nós éramos muitos amigos íamos ao Porão quando este ainda não era tão prostituído pela classe elitista que põe qualquer coisa pra si sem saber o que qualquer coisa realmente representa, no tempo da sopinha de feijão pra ser mais exato, e nós sentávamos e ficávamos juntos pelo prazer de ver o próximo com as suas alucinações, boa época, mas cada um faz seu destino, barcos a deriva em verdades próprias, ontem quando um dos remanescentes daquela época me ligou, passou um filme na memória, de todos os brindes "à boa e velha putaria", engraçado como vieram detalhes, se você sabe me diga quem eu sou, no meio desta mistura de infinitos fluídos que estão no tubo de ensaio inertes, inerentes, incompreendido, muito se foi é verdade, quero deixar bem claro, que agora há ex- velhas amizades, novas inimizades em repouso, esperando a primeira flechada no orc, preste bem atenção nisso, estou por enquanto esperando a primeira fitada pra atacar gosto de ter inimigos em potencial, gosto mais dos meus inimigos do que dos meus amigos, eles estão no meu coração já dizia Severino de Aracaju, "morro!! mas levo todos comigo!", é isso mesmo os misseis de cuba estão apontados e em bom estado de conservação, radiação saindo pelos olhos, mas calma apesar disso tudo, estou em estado de repouso, até porque tenho de guardar energia, pros meus camaradas, penso que agora que agora tenho facas, gumes afiados e muitos faqueiros abarrotados, vale-se frisar que numa faca suja de sangue por enquanto, mas confesso que quero ver você dançando na ponta da faca molhada de sangue dos seus olhos, quero salientar ainda que estou em tempos de pós guerra fria, toda paz é fundamentada em momentos de paz, acredito em tudo que escutar se vier de você, orelhas em pé sempre, o conceito de lealdade nos tempos de hoje anda meio esquecido, mas se incomoda o que os outros pensam, ou o que vão pensar, diga a eles que há muitas verdades à venda nos melhores shoppings centers da cidade que não são muitos, sim hoje meus demônios estão todos soltos e suas taças de sangue empunhada em mão direita, mãos de guerra, eu sou a guerra hoje, quero delirar em ira, quero extraviar tudo aquilo que a minha mente acha que é certo, quero deixar só exato, tenho mil anos de fúria pra destruir vocês, estou só esperando o seu sinal, eu e os meus demônios, mas hoje nós vamos nos divertir, logo a noite eu serei paz...mas paz armada...

quarta-feira, março 26, 2008

tenho sonhado bastante?


enquanto eu esperava o ônibus ontem, de volta pra casa, ouvindo (Whats the Story) Morning Glory, do Oasis, pensei comigo, que disco bom, ouvi no mp3 de cabo a rabo varias vezes, Roll whit it, e este trecho me chamou atenção:
I think I've got a feeling I've lost inside - Penso que eu tenho a sensação de que eu estou perdido por dentro.
foi quando eu percebi que havia perdido vários ônibus percebendo que eles estavam passando e sem saber o porquê eu não havia entrado, na verdade eu estava cansado, mas não entendi depois que o ultimo se foi, eu fiquei pensando será isso: I think I've got a feeling I've lost inside, e me passou na cabeça um monte de idéias da degradação do tempo em espaço aberto, passou pelas idéias de tempo sonoro, aquelas horas que você passa batendo o pé contando o tempo certo de fazer aquele "Bréck" esperto com os amigos da sua banda, os olhares à noite enquanto vocês estão tocando aquela viola naquele bar que sempre vão tomar uma cerveja, conversar sobre as mudanças climáticas, os mayas, os incas, sobre a falta da política publica da cidade, sobre a incoerência dos outros para com a falta de verdade, ou apenas rir do tempo. Você sabe que eu tenho que dizer que o tempo escorregou por aí, o que eu farei enquanto eu olho para você, que ando sem tempo pra ir por aí e correr atrás de tempo, eu vejo sinais muito rápidos passarem pelo meu monitor e eu quase sempre deixo escapar alguns símbolos pelos dedos da minha mente, eu sinto que não sei o caminho de volta, mas tudo eu ando pra frente mesmo quando eu estou derrotado eu ando pra frente, porque o tempo vem hora ou outra e destrói todos os abrigos que eu construi lá atrás, espero que este castelo seja como uma fortaleza tão grande e firme que possa ser vista do sol, quero comprar nuvens tão densas pro sol não me ver de lá e aí sim eu estarei bem protegido,aliás eu prefiro dias de chuva, espero estar falando bem alto agora, eu quero que todos nas ruas ouçam o meu silêncio diante disso tudo, mas acho que todos estavam ocupando os olhos na grande arena da TV, não sinta vergonha é verdade foi isso que conformou, e eu fui bolando pelas ruas dentro do próximo ônibus que passou, observando a velocidade com que as luzes dos postes passavam, e eu fiquei pasmo que já eram oita da noite e a chuva da noite caia fina, e eu acredito que ninguém reparou muito isso, ainda desci do alado, subi mil pés e vi lá por cima da chuva que eu tenho de dar uma longa volta em contorno do zero da álgebra, do ponto zero da função, imprimir todos os falsos trajetos, reaver com os homens da escrita vermelha a minha situação, eu vou conseguir tempo pra isso prometo em nome da nova eleição que vem vindo, prometo em nome do descaso com os bairros de Manaus, em nome dos buracos nas ruas da cidade, prometo em nome das mudas que a prefeitura disse que ia plantar e não plantou, da destruição da imensa área verde pra construção de um shopping pra uns e outros irem ver o jacaré da lacost, prometo em nome do crescimento desordenado de Manaus, vou dar a volta por cima.


Não vou sentir vergonha , porque o tempo não está condenado.


Odeio nihilistas que vêem e não aplicam o que realmente é.

quinta-feira, março 13, 2008

ao Sr. Cofferman

Hoje o dia amanheceu meio frio da noite de ontém, com o sol saia ainda preguiçoso, mas ainda sim frio, dava pra se notar na velocidade com que as nuvens se moviam lá em cima na imensidão do céu cinza, e ele diz ao celular "você é uma péssima referência no escritório", foi como se esta paisagem que já era cinza escurece seus tons chegando ao negro das fumaças dos ônibus que por ali passavam, foi como se eu desse de frente com um muro de concreto maciço, mas tudo bem jurei comigo mesmo, que vou voar, a questão de reagir numa situação destas chega até ser dificil pra mim.

A farsa do meu canto, ainda ontem cruzei com ele Mr. Cofferman, meio negligente com seus cabelos e caspas,mas ele sabe tão bem quanto eu que aquilo que esta externo já morreu, tudo começou quando o perguntei:” você viu?” ele disse sim, e deram adeus, foi assim que levantamos vôo até altas madrugadas, companheiros de alta luz, tentamos convencê-la, mas havia interferência, muita interferência química, química e pesada, então Mr. Cofferman bailava tal qual pensamento de Cordel, enquanto eu cumprimentava pela vigésima segunda vez o cidadão de vermelho, o qual depois de tantos apertos de mão, esqueci o nome, enquanto se formavam matrizes e alguns limites de Xs na minha cabeça, quando Mr. Cofferman afirmou ter tudo antes, mas naquele momento não tinha mais nada, mas eu disse insistente a ele que Nada não pertence a nada, porque de mim não resta mais nada tudo está com ela, quer dizer quase tudo, tem dias que me transformo em cão raivoso, e isso não fica com ela, porque eu não sei onde isso se encontra ou se perde dentro de mim, naquele dia em que um novo personagem, mais calado e preso dentro de si se apresentava, eu e Mr. Cofferman, discutíamos quando eles aqueles que demos adeus, iam voltar de novo, foi quando Mr. Cofferman disse olha se eles passassem mais rápido iam arrancar os meus olhos, o outro senhor calado e preso dentro de si, achava aquilo tudo muito estranho, muito confuso, porém ria um sorriso desconfiado, incluso por lacunas de silêncio e observação, enquanto nós eu e Mr. Cofferman, ouvíamos Rammstein, se bem que eu estava a resolver os alguns limites, mas pensei comigo e com o limite infinitesimal aonde que tudo isso vai dar, pois é impossível adivinhar o que mais vai ser calculado ou lido pelos meus olhos quando as coisinhas passarem de novo dando adeus, se ontem fui um cão raivoso, quando eu a ver posso ser um foca besta, tal qual aquele robô que faz companhia pra uns japoneses metidos a anti-sociais, deviam ir se tratar lá no zumbi, mas eu e Mr. Cofferman temos asas que voam diferentes entre si mas apesar da diferença voamos mais velozes que a transmissão de um pacote de luz na fibra ótica, que o Daniel Gomes nosso professor de física 1, não afirmou tal fórmula, até porque isso é física quântica, porque depois do fim a gente reconstrói a construção sempre, a verdade minha é que eu acho tudo mesmo quando tenho nada pra fazer, vários posts passaram pela minha cabeça, muitos mesmo, mas dei esta abstinência de mim durante este tempo, porque as coisas quando estão cheias de tudo precisam de nada, logo eu me esvaziei, mandei uma mensagem pro celular dela e ela repentinamente se encarregou de jogar aquilo tudo de ruim fora em algum lugar, agora estou pronto pra guerra, sim porque eu sou a guerra, guerra tranqüila é bem certo mas o meu papel é guerrear, a morte que se encarregue do fino do trabalho, o meu é o sujo, eu fomento coisas e a morte em sua glória seca, vai colhe os louros desta época ruim, ou seria uma época boa, não sei bem ao certo a verda é que esta noite fina, já está acabando e o senhor calado e preso dentro de si, me ofereceu carona, junta daquela quimicamente pesada, e fomos todos pra casa, neste entrelaço é bom salientar aqui que me perdi do Mr. Cofferman, ele cruzou algum corredor, apesar de tê-lo visto caminhando indo deitar no seu ninho de lama e paz que ele mesmo cita em seu apocalipse, e nos perdemos durante longos cilcos de horas, até recomeçarmos com : “você viu?” – “sim”, talvez temos muita sorte de termos asas enormes e discos voadores.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

nem vou ver mais...


fiquei feliz, chorei de novo, acho que eu estava precisando chorar, engraçado eu vinha no ônibus ouvindo Los Hermanos e Vinicius de Moraes, quando o meu coração ficou pequeno, há tempos não ouvia os dois, fui invadido por um sentimento que até agora, enquanto escrevo estas linhas surdas, não sei bem definir do que se trata, mas a medida em que os meus olhos iam sofrendo a distorção causada pelas gotas de lágrimas, eu me emocionava mais, não foi nenhuma musica específica, que falava de alguém, não sei o que foi, vai ver meu coração estava transbordando de agonia por culpa destes dias malditos, bem e agora eu pergunto a mim" como vai você? vai assim calado retirando sorrisos seus e alheios, anda mais devagar, pois as suas pernas nunca foram de passos rápidos, como você forçou a ser até ontem, nestes dias que se seguiam programados?", é verdade muita gente se adequa rápido, eu não, mas não sei porquê isso acontece, você sofre com os olhos, parece que não consegue se abandonar, quando vê, está voando, a beira de um porto qualquer, chorar é bom demais, apesar de eu ter vergonha de chorar na frente dos meus queridos, Coração você sabe disso, hoje eu aprendi que o meu coração responde melhor ao que é de lágrima, eita vida feliz, é pra se atirar mesmo, eu estava me consumindo aos poucos, buscando em mim o que em mim não havia mais, pra onde será que deve ter ido? só sei que voltou, é foi incrível me reencontrar novamente, numa cadeira de ônibus, lotado, vento no rosto, a área verde daquele condomínio, e as lágrimas no rosto, a moça ao meu lado questionava a minha aflição agarrada à sua bíblia, recriando dentro dela a sua personalidade que o pastor daquéeela igreja, tomou o que havia de bom, em nome do SENHOR é claro, chorei sim, de soluçar, não por culpa de falta da maturidade, chorei de alivio, pois a pior coisa pro meu eu, seria ficar assim abandonado, ter mãos e cabeça em bom estado e alma vazia, mas eles voltaram a me povoar, desci do ônibus rindo feliz da vida, com um novo ar, com a cabeça cheia de ideias pra conquistar este mundo infinito dentro desta minha cabeça louca...cheia de desapego, meu coração está de volta, agora eu vou analisar bem o que ficou fora de lugar enquanto estive fora, eu não vejo a hora de sentar num bar, eu e meu coração desfrutando do tempo quietos, ali um sentindo o que o outro sente, novamente, despreocupados, sem dramas, sem dor, sem se esconder de nada em nada, sem se sentir vazio, só nós e nossos quais e porens, agora posso ouvir as coisas de novo, elas não precisam ficar gritando aqui dentro, agora elas cantam sem prejudicar a voz, sem rasgar a garganta, pensar... em sonhar o que é impossível de saber, não sei mais nada, sinto agora que em tudo que eu piso voa, "oh Deus do tempo dai-me Luz!!!"


terça-feira, fevereiro 26, 2008

agora que você foi embora...


por um minuto uma vez duvidei de você, eu sabia o tempo todo o quanto isso dói sabe duvidar de você, mas duvidei do meu eu mesmo, tenho cometido falhas, eu tenho lido algumas coisas no jornal, parei de ler pela metade uns livros que vinha lendo, agora cálculos e cálculos e cálculos, a me rodear, to me sentindo frio como uma placa pci queimada no fundo de um depósito a espera que alguém esquente com um ferro de solda a 889 graus celsios, estou me sentindo pobre, apático com tantos números, é como se poesia fosse embora, estou ficando cego, tenho medo que isso seja definitivo, eu vejo poesia no caminho, mas ela esta indo muito mais rápido que os meus passos, mas tudo bem, isso deve ser nuvem passageira, outros pedaços vão embora mais tarde em delírio, e eu loucão de sono, nas madrugadas não vou acordar mais com aquelas sensações estranhas como se acabassem de me tirar algo, escrever isto esta se tornando uma caça aos poemas que fogem sorrateiros, as vezes acho que preciso me jogar num infinito de dor pra voltar a escrever, mas não quero trocar a minha tranquilidade por tormentos avulsos, já não basta o tempo, incompreensível, impactante, que me faz correr como um louco, que me leva os minutos nos quais eu tento por em sincronia os meus pensamentos com a velocidade das minhas mãos, que em desespero ponho de lado de forma cruel as melodias que gritam dentro da minha cabeça, cabeça dispersa, tropeçando no ar, e agora cadê você, porque você não me manda uma mensagem ao celular, por que não leva o celular consigo, porque você me abandona aqui com o tempo e os cálculos, são quase quase horas de tocarem aqueles sonetos, o epitáfio da minha inspiração já foi encomendado será? tenho pena de mim, sem as minhas palavras, tenho ânsia de mim, quando voltar a dedilhar as coisas, por agora eu relembro momentos, eu não tenho mais noites no Castelinho, e agora? o que eu tenho, gosto da "urbanidade" daquelas cenas, o que eu tenho agora? estou ficando cego, fraco, e pacientemente estou acostumando a minha alma com uma perda fatal de inspiração...preciso me mudar de mim...

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

até breve


por favor... não me interrompa hoje eu vou levar a minha alma pra ouvir musica, vou voar com ela para um lugar secreto onde só quando eu fecho os olhos, eu consigo enxergar, eu vou vou sair na chuva, caindo pelas poças de lama, vou me distanciar de mim, mas estarei sempre por perto, quero escancarar a minha carcaça nos muros podres das velhas ruinas, sim eu quero ver meu sangue escorrer, quero me ver morrer, quero me despeçar em bolas de sangue, em poças de dor, quero ver meus dentes espalhados pelo meio do caminho, se Fidel é a farsa estadista, Amazonino é o quê? por isso eu levo hoje minha alma pra escutar musica, não posso deixa-la ouvir estas coisas, apesar do exagero comunista socialista, exageros estão sempre ae, a humanidade está até a tampa de exageros piores, e ninguém nunca toma atitudes a não ser sentir pena, agora a esta altura do campeonato, você me fala de liberdade, que liberdade é essa, onde o seu celular regra a sua vida, onde relógio marca a cada passo frio que você dá na rua? estamos vivendo um verão chuvoso mesmo, mas não de chuva boa, estamos vivendo verão de chuva cega, por isso deixo meu corpo alguns dias, perdendo dentes, sofrendo cortes, perdendo braços, olhos e vou levar a minha alma pra dar um volta, vou deixar ela debaixo do chuveiro por um tempo, é muito fácil observar a queda dos outros, porque todo mundo quer ver sangue, mas ninguém é louco de cortar a própria pele, por isso eu deixo o meu corpo lá se debatendo nas pedras um pouco, se todo mundo pode ver eu também quero vê-lo eu e minha alma compramos ingressos vip, só pra isso, pra vê-lo se debandar em poesia satânica, pra ver suas entranhas voarem, por agora saímos para manuntenção eu e minha alma.... por favor entenda.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

saudades...


"eu estou muito cansado do peso da minha cabeça, destes dez anos.. passados... vivi entre o sonho e som", assim disse Belchior ontem quando eu acabara de escrever o tópico passado, eu fui ontem pra casa com uma sensação amarga, estranho quando jogam você no fogo pelo simples fato de ver você queimar, aí você chega ao consenso da hora certa de saber parar, a hora certa quando todo mundo resolve fazer uma coisa e você sabe deus porquê razão, faz outras, faz do seu jeito, do seu certo, pois viver é um grande perigo barato ao mesmo tempo que pode ser o mais espetacular dos furacões, o meu lugar é onde eu quero estar, tenho pressa de viver, apesar de aparentar cansaço, tenho muita pressa de viver, mas quero viver a vida lentamente, como goles de um veneno profano, como doses anestésicas sutis, agora é hora de falar pra vida pisar devagar, guardar uma frase pra mim dentro daquela canção, um golinho destes dias que você vida, me toma, sim é hora de parar, foi o tempo em que os meus ossos agüentavam o impacto das correntezas, que eu vivia intenso, que eu estava bem demais acompanhado do meu falso eu, mas deixe tranqüilo não levemos nós flores para as covas inimigas, porque o dinheiro é cruel e as coisas fúteis são fortes como os abismos, mas destes abismos já estou me afastando, lentamente como vegetação que cresce na várzea, esperando o rio na próxima cheia, com os pés cansados e feridos de sentir o frio do asfalto, com a garganta seca de gritar em meio a distorções da guitarra, agora só violões por favor..agora só a cabeça permanece elétrica, o coração acústico, uma coisa de cada vez...porquê o inimigo , este eu já conheço,sei seu nome, sei seu rosto,residência, endereço e um dia você vai saber também se já não sabe... porque mais uma vez Belchior me disse “ a minha história é talvez igual a tua, a noite fria me ensinou, da certeza de que tenho coisas novas pra dizer”

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

as dores no peito já diminuem

Há tempos atrás eu não sabia o que fazer... não sabia como lidar com as perguntas que me rodeavam, não sabia como eu poderia resolver aqueles problemas daquelas épocas, hoje a dor do peito já é bem menor, naquela época eu escutava tudo o que todo mundo dizia que era legal, e o pior eu achava legal também, aí como um turbilhão de coisas em paranóia, aqueles problemas mudaram, o desabamento da família, as tendências maliciosas que nos acompanham, mais uma série de pequenas complicações que eram somadas pouco a pouco, foram se tornando o grande Godzilla da minha vida, sem levar em conta aqueles olhares de desprezo dos familiares, poxa.. aquilo era pior que sentir dor de dente de madrugada, aí sem querer sem você saber como aquelas coisas foram mudando, você mudou e nem viu ao certo como isso aconteceu, sem perder a sua essência, sem mudar o seu coração, agora Augusto, parece que chegamos às ultimas carteiras de cigarro, as ultimas doses de irresponsabilidade, engarrafadas naquelas embalagens vagabundas, hoje você construiu o castelo que o seu Coração queria, você parece mais vivo, ainda é de recordar aqueles dias escuros que a gente se reunia sem causa, sem propósito nenhum, no meio de tudo, em meio à tudo, passamos imunes, sem perder a cabeça continuamos malucos, estamos num topo de improváveis, a verdade é que me sinto velho... mas não cansado, perdi alguns amigos durante esta caminhada nebulosa, muitos ficaram perdidos nas escolhas das esquinas, mas alguns que não estavam com você, como você souberam dobrar na rua certa, parar na hora certa, se abrigaram na sacada perfeita, quando a chuva engrossou, chuva à noite no centro de Manaus é perigoso, ouço o Sandro falando dos festivais do Olímpico, coisas que só quem andou pela época, quem sentiu sabe o que foi, que quem era roqueiro era doidão, chapadão, drogadão, mal elemento, sabe, vejo que hoje em dia ser roqueiro como a gente foi é muito mais fácil, o que ficou mais difícil, agora, é segurar a onda como nós seguramos Augusto, Sandro, Paulinho (Amigos), naquela época a gente realmente se emocionava com o que ouvia, com o que sentia naquelas reuniões na velha praça do congresso, agora tudo é moda, mas ainda assim agradeço aos malucos da periferia, que vem de longe só pra sentir o que naquela época agente sentia também, mas quanto ao resto, é só pra aparecer, não vai durar muito, ou a intensidade é demais ou fica fraca que não vai se agüentar na cama, quando a dor desta ressaca chegar, e aí doidão? quem vai pagar com isso? é bom pensar nisso, eu já passei por isso, e descobri que estas pessoas que eu citei que somos enormes, como um caminho tranqüilo agora, foram dez anos inesquecíveis....

domingo, fevereiro 10, 2008

Um dia destes peguei no sono



um dia deste quando o meu corpo já não suportava mais o peso do cansaço, cheguei deliberadamente a exaustão da culpa que caía sobre mim, houve momentos que tive uma estranha sensação de que algo desabava dentro do meu eu, tive a sensação de inutilidade de que hajo em mil pedaços de mim por nada, pra pagar pelo resto do todo, injusto isso muito injusto, passei dias ruins, desabafei com o Augusto, um desabafo simples que dizia assim: "Augusto estou muito chateado", breve, mas carregado, carregado de uma frustração de algo que era bobo e ao mesmo tempo cruel, e ele me respondeu "porquê mano?", e eu talvez por incompetência minha não soube explicar direito, eu sou um incompetente? será? eu me pego abraçando tantas coisas e agora eu tenho fracas respostas de que grande parte destes abraços não me rendem retorno, eis que no domingo eu recebo o telefonema do "Big Boss" elogiando por alguns "acertos" que eu fiz, e que só naquele dia talvez ele tenha percebido, mas aí já era tarde, aí eu já virara frustração total, os rumos dos cursos das águas eram outros, já pensava em outras possibilidades a minha cabeça é muito doidona eu invento planos muito rápido, ta certo que eu não consigo por em prática tudo o que eu planejo, mas fico feliz em saber que tenho muitas idéias e que ao meu lado tenho a pessoa certa que poderá me ajudar quando eu não conseguir cumprir todo o planejado, agora penso em carro, casa e família, só nisso aquela estabilidade há de fluir com a capacidade que estão querendo me tomar, eles que me jogam na fogueira hão de ser queimados, mas eu não consigo ser muito duro, ser cruel demais, mesmo com todos os punhais que voam flamejantes, alguém me disse uma vez que não prestava a gente se tornar ruim porque o mundo é ruim com a gente, deve se retribuir a perversidade do mundo com sorrisos, e aí calhou do sêo Afonso de vir me dizer que eu tinha uma aura boa e aquilo tudo foi se aliviando, porque eu não conheço bem o sêo Afonso, mas ele percebe parte das coisas que eu abraço, "conversas de mesas de bar me interessam", mas passado isso, coisas boas virão, pus a cabeça debaixo d água, respirei fundo, e deixei a água que ia caindo do chuveiro levar embora a magoa que restava, lembrou daquelas tristezas de alguns anos atrás, fiquei sentado, estarrecido pelos olhos do Augusto quando lembrei do conselho que me dei naqueles anos passados: "deixa seu peito livre desse ar. volta pra você, volta pros seus braços, acenda o fogo Ignácio da ignorância santa, deixa queimar o que te consome,” agora está tudo bem...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

TADIZENUS TRADAMUS


Poderoso Mago das Estirpes Longinquas onde o sol jamais bate, onde os ultimos dinossauros ainda respiram em suspiro flamejantes, praticante de artes do odor vencido, das axilas gritantes do lodo, guardião das antas peidantes do fiofó cumprido, herdeiro das ultimas linhagens dos anões do papo amarelo, descendente direto dos jacarés tingas de óbidos eu os apresento Tadizendo Tradamus, este antigo e sábio mago dos dedos fogosos, amaldiçoador de Melquíades Mel Mel, delator de Galileu Galilei, seguidor fiel de Merlin e Gandaf, ficou 1.987 anos em prisão do poderoso Janiat, o dragão guardião das cifras esquecidas, porém o nosso mago se comunicava por pensamento com Chico Xavier que fazia por pscografia o encanto que lhe tirou da prisão guardada pelos homens dos terçados grandes, contou no ouvidinho cheiiinho de ceira do mestre Tadizenus Tradamus, ouvidinho este que o mestre cultivava plantações de cebolinhas de 12.000 hectares, mais 7.000 hectares de pasto para os gordos mamutes que por lá disputavam à chifradas seus territórios, já livre, Tadizenus Tradamus vem confabulando com as forças ocultas muito poderosas, a expectativa de tomar o lugar o de um magnifico mestres das Pajelâncoas nos Sistemas de Informação, o Pajé Eloi Sarapó, mestre da dinastia dos feiticeiros de Faro, a ultima vez que perguntei: "Tadizenus meu mestre querido terás o senhor a capacidade de vencer o poderoso macumbeiro Sarapó" ele enigmadoramente me respondeu "Táááá Dizeeeno"!!!!

quinta-feira, janeiro 31, 2008

andando de volta pra casa


então chegamos no bar sentamos ao redor da mesa, como uma espécie de fogueira, acompanhando o som dos fechos, ficamos diante dos flash backs, cantamos, conversamos, observei o trânsito preguiçoso que se estendia até onde meus olhos podiam ver... melodia, melando a alma, luto silêncio e luzes iam cruzando as avenidas de mãos dadas, e nossa primeira musica?, ficou bonita estrelas do centro da terra que se estendeu durante alguns minutos, fadados ao fim interminável dos trastes e aros cromados, que esperavam aflitos o apertar dos dedos, guiaram-se atemporais aos cronômetros alucinados do Agostinho, de mãos dadas, fadas fadadas em pó, e levantamos em pequenos pedaços de nós, abrimos as portas, abraços... montamos os alados faróis, e cruzamos o vento das avenidas fedidas, extraviando o mal cheiro, fugindo da rapidez dos relógios, religiosos em cantoria, descemos, há tempo ...há tempo demais entre o primeiro e o segundo colocado, mas ninguém ganhou nada ainda, se é que coisas que vencem realmente ganham... livros de cabeceira, isqueiro, copinhos de vidro pequenos, poesias... sujeira do mundo, descemos da nave terrestre nos olhamos uma ultima vez, e caminhos em direções contrarias entre nós, e continuei caminhando de cabeça baixa fumando cigarros imaginários soprando o vento procurando entre as portas a minha cama...cansaço...insônia.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

percepções


quando eu te percebi foi como pedaços de cristais atravessassem os meus olhos sem dor

foi como se aquela multidão emudecesse e o meu coração soasse como um relogio manso

quando eu te percebi algumas das tantas feridas sorriram

quando eu te percebi estendi a mão em desespero

foi como se não houvesse mais leme foi como se atirar no mar

quando eu te percebi já tinha me esquecido

quando eu te percebi ignorei em teimosia as causalidades


quando eu te vi algo dizia em tom de voz tranquilo que estaria tudo bem em breve

quando por um minuto te perdi, os muros foram caindo em escombro

quando por um minuto te perdi, senti meus ossos racharem

quando por um dia fiquei sem ti, o meu coração se ausentou de mim

quando eu achava que tinha perdido tudo eu sem querer de novo te percebi

quando voltei a te encontrar, espalhei vários jardins na minha alma

quando te encontrei de novo, não voltei nunca mais no lugar em que te perdi.

dedos pés e estradas amarelas em dias de chuva


Hoje de manhã fui surpreendido com um poema em minha homenagem, muito obrigado pifo.

dedos pés e estradas amarelas em dias de chuva


Ainda não chove
Caminho pela estrada.
De terra, amarela
Não está quente...
E o vento me traz
Uma melodia, um ritmo
A beira da estrada
Musica
Dedos cadentes ao negro violão
Canto triste, melancólico
Fala da ausência
E assim guia meu coração
Sentado a velha cadeira na estrada
Insólito
Continuo a caminhar no embalo do som
A chuva finalmente caí
O trovador para e repara
A terra, molhada
Amarelada como tinta
Pintar os pés de quem passa
E a alma de quem toca
Aline Areque

" Acabou Chorare" George Orwell


Ai que saudade dos movimentos tropicalistas, dos psicodelistas, das novidades culturais, estou cansado de me contentar com estas novidades que se dizem tais novidades, na data de hoje a morte abatia George Orwell escritor britânico, que atendia por um pseudônimo de Erik Arthur Blair, autor do livro A Revolução dos Bichos, foi imediatamente interpretada como uma fábula satírica sobre os descaminhos da Revolução Soviética, chegando a ter sido utilizada pela propaganda anticomunista.

O Clássico foi lançado em uma época que correspondia ao final da Segunda Guerra Mundial.

Orwell era socialista e criticava abertamente tanto o comunismo como o capitalismo.

Neste livro o autor constrói uma sátira em que critica a Rússia Soviética e o autoritarismo stalinista, ambos resultantes da Revolução Soviética. Devido ao fato de à época da sua primeira publicação, a URSS ser aliada da Inglaterra, o autor teve complicações em publicar o livro.
Inspirou bandas como Pink Floyd num album que teve o comando de Roger Waters o décimo 15º da banda de 1977, com um ar de militarismo irônico, o mesmo é baseado quase todo no livro de Orwell, com excessão de 2 faixas que já vinham sendo escritas há algum tempo.

George foi agente de policia na Birmania, mas cinco anos depois deixou o seu posto, por alegar opressão daquele povo para com ele, escreveu então the Road to Wigan Pier, Regressou então ao Reino Unido, onde sua vida tomou um rumo incerto. Desempregado ou com empregos de circunstância, deixou definitivamente de ter um percurso convencional; descreveu este período difícil na obra Down and Out in Paris and London . Nunca fez estudos superiores. Juntou-se ao POUM - Partido Operário a União Marxista, uma milícia de tendência trotskista contra Francisco Franco e seus aliados Mussolini e Hitler, na Guerra Civil Espanhola. Foi ferido no peito. Uma bala danificou-lhe as cordas vocais, saindo pelas costas, e desde então sua voz ficou ligeiramente alterada. Mais tarde escreveria o livro "Lutando na Espanha", em que relata sua experiência na Guerra Civil Espanhola.

Morreu no dia 21 de janeiro de 1950, de tuberculose , na miséria, incompreendido pela sua época, desmoralizado, abatido com "alguém de duas pernas", descanse em paz.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

à chuva





Enquanto caem as gotinhas de chuva
eu penso no acidente com os alunos
enquanto caem as gotinhas de chuva
eu observo transeuntes intransigentes
enquanto caem as gotinhas de chuva
peço que ela que mantenha calma
enquanto caem as gotinhas de chuva
coço levemente as sobrancelhas
enquanto caem as gotinhas de chuva
o celular toca alguém me chama alguém se foi
enquanto caem as gotinhas de chuva
eu amordaço a minha tristeza em outro silencio
enquanto caem as gotinhas de chuva
eu escorrego fácil em pétalas de paz
enquanto caem as gotinhas de chuva
eu observo a força dos homens
enquanto caem as gotinhas de chuva
compadeço-me com Gabriel e sua solidão andina
enquanto caem as gotinhas de chuvas
obrevivo à maquina cruel da futilidade
enquanto caem as gotinhas de chuva
penso no fim das minhas fumaças
enquanto caem as gotinhas de chuva
penso no inicio de fevereiro
enquanto caem as gotinhas de chuva
penso nos desabrigados nas palafitas
enquanto caem as gotinhas de chuva
falo com os meninos para terem cuidado
enquanto caem as gotinhas de chuva
eu mostro ao meu coração que posso ter um pouquinho de paz serena

terça-feira, janeiro 15, 2008

pra onde vão as coisas


Foto : Lincoln Mar



hoje eu acordei fora de fuso, as datas no meu calendário foram devoradas pela rapidez enlouquecida do tempo, bem vindo 2008 hoje que eu me dei conta, eu comecei a observar a cidade agitada como se o mundo fosse acabar amanhã, e agora eu quero ver qual vai ser a nova sensação, a nova velha coisa deles, na verdade eu gosto mesmo é de calmaria, ultimamente não tenho tido tantas, estou me dedicando ao fim do meu tabagismo, e do meu alcoolismo, da minha parte egoísta, dos pré conceitos, mas tenho vontade de ver a nova perca de tempo, acho engraçado olhar os outros criarem teorias sobre o insuficiente, sobre o contexto geral da harmonia das coisas, engraçado mesmo é o jeito de como elas se fazem entendedoras disso, e eu lhes dou o Big Brother!!! pan pan pan!!! o mais novo coliseu de Roma, soltem os leões, liguem as televisões, e vejam a mesquinharia e a futilidade do presente que há de se fazer futuro, deixem de lado as suas vidas e se prendam às vidas alheias, esqueçam suas cóleras, seus problemas de pulmão, seus cânceres, sua famílias problemáticas e venha iludir-se e angariar a falta de cultura você também!!!

ai... na verdade eu vejo que a simplicidade se confundiu com idiotices, o dom das cantigas, dos romances, das sombras dos "oixis" da Getulio Vargas perderam-se dilaceradamente diante dos viadutos inacabados, da politicagem gatuna, da falta de crédito do povo, da ausência de consenso cultural, e que cultura, e vemos apáticos os grandioso espetáculos no Largo são Sebastião, "pessoalmente comentando eu acho aquilo tudo muito parecido com o que fazem na rede publica de ensino, onde passam milhares com a barriga na catraca, sem analisar que ensino é este"

eu queria saber até quando estes vermes vão se suportar diante dos seus próprios pés...

até quando eu ainda vou ao centro correndo o risco de não poder ficar no Largo São Sebastião e comer alguma coisa sem uma perninha de barata por perto....
queria saber até quando os ponteiros do relógio daquela igreja vão me atrasar...
queria saber o porquê que todo mundo é tão passivo assim...
quero saber o que fazer quando isso tudo me entalar....


quarta-feira, dezembro 19, 2007

a ela


ainda ontem antes de dormir, embebido de sono, tranquilizado pelos braços dela, lembrei de Belchior, quando atravessei ruas inteiras, enquanto passavam-se as luzes dos postes sobre a sombra da noite, são só coisinhas que eu vou dizendo, a parte "b" de vários capítulos nebulosos de uma caminhada, intrigante como estrofe perdida, aquelas passam pelos meus pensamentos e eu não consigo domá-las, pensei nas vezes que me deixei levar, nos vícios que fui ganhando, a cada esquina que cruzava com o salubre gosto da ânsia fui perseguindo os fantasmas de outrora conversando comigo num monólogo de várias vozes, talvez seja grosso e brega como disse a Daniela, mas sei que ela tem minúscula partícula de autoridade de falar qualquer coisa de mim, ela talvez só refletiu e tomou suas reflexões de verdade, bom a ela, que se deixa selecionar selecionada foi, até porque mais brega é morar no norte do Amazonas achando estar em Londres, mas isto é outra conversa, é como desferir palavras com a veracidade de um cão raivoso faminto, porem estes dias que se seguem eu me encontro em estado de paixão sinuosa, me encontro em bossa nova, em chuva ribeira, talvez porque quero ficar toda hora colado a ela, como aquela noite no Galvez, os carros passando a cidade no fundo adormecendo, parece que naquele com céu vermelho de chuva eu estivesse entregando a ela o resto que faltava, até antes de ela chegar eu fiquei ouvindo uns sambas, umas musiquinhas de tons mais tristes, e isso me levou a umas angustias, uma delas foi o que fiz, o punhal que nela pus, e até hoje isso me tortura, mas enfim eu estou melhorando vejo nelas isso, é o gas que me deixa feliz, na verdade a minha maior satisfação atualmente é vê-la sorrir, ou ela ficar quietinha com um semblante sereno que só ela sabe ter.. é isso por enquanto eu estou em remanso de rio...que se perdure.