(Que bom que ele está bem e tem coisas novas à dizer)
(e o Espiainda de volta again mais uma vez)
Lincoln Mar
Espianda? quem vem lá? se não são os pacotes de luz, bem vindo dona luz? senta ae nessa calçada fria e suja, fica com a gente conte a sua história parente...

eu ainda estava dormindo em pé quando tudo parou e eu que tinha acabado de entrar tive de descer, uma pessoa murmurou dizendo que o motorista era burro, que tinha "marcado", nestas horas surgem muitos mecânicos e pilotos especializados, um cara do meu lado ascendeu um cigarro de manhã cedo(que inveja rsrsrs), ele não quis nem saber ele parou mesmo que se dane o seu emprego, o seu mal humor, as suas especialidades, quando dei por mim era silêncio só, silêncio brando, as coisas e os passos apressados das pessoas não se davam por vencidos, os carros passavam dentro do meu liquido lacrimal por culpa da fumaça negra que um caminhão deixou em mim, mas eu estava tão tranquilo que nem o atraso que podia incomodar a minha paz, se quer deu as caras pela aquelas bandas, de repente um outro onibus passou vazio eu entrei nele e sentei numa cadeira isolada, sozinha, fiquei olhando pra fora na direção do chão próximo ao pneu do onibus, deixei o obturador da maquina mental aberto, e pensei "ainda tenho muito o que correr", mas tenho dificuldades em fazer as pazes com as pessoas, mas de certa forma é bom, tem coisas que se perdem pela rapidez dos passos ou das bocas, lamurios pseudofilosoficos de macondo, percebi que joguei no mato a minha paciência, no mato lá onde moram os jucurarus, anuncio aqui o fim da minha participação com a nave, rsrsrs não se surpreenda baby, eh verdade, a verdade está dita, agora eu sou musico de participação especial em nada, mas to criando uma coisa nova, logo as coisas surgiram por aqui e ficaremos batendo papos dissonanticos novamente.é a falta que mata
é como ser peixe sem calda
horas vagas de pura nostalgia retarda
vida prodígio de horas insensatas
que cospem dor sem cessar de sua boca amarga
é a falta que mata
a melodia pacata
de canto que atormenta... acovarda...
vida em sigilo por sobre as luas de prata, baratas
que cobrem o pão nas calçadas...
aqui é onde muda a rima
de um verso inconstritável
mas é de insistir em dizer que é a falta que mata
que afaga e rebata este mal dizer
que não há o que fazer nem o que temer
pra temer mais a falta
pois ainda sim lá dentro nomeio o do ócio, é falta que mata
que mata e maltrata..
Lincoln Mar
do fim, das coisas semânticas e metafisicas entre o doce da chuva e o sal do mar, das luzes dos relâmpagos, a agua divagando as penumbras do centro antigo, a cidade se cobrindo em seu sono marginal, os filetes de agua enrolavam-se nos meus cachos, sinuantes ao vento forte, as luzes dos postes davam um tom de translucidez, era tudo que se podia aceitar, chover, é impossível imaginar tudo, o que a negra noite guarda nas vielas vazias, "nas vielas vi ela" ou queria vê-la, beija-la sentir sua cabeça super posta de coisas insensatas ao senso sensível à flor da pele, o homem coletivo sente a necessidade de coletar solidão solidada ao que rodeia seu medo, o orgulho , a arrogância o pandermônio de coisas que não deram, certo, queimem os panteras negras, esquartejem Joaquim Silvério dos Reis e distribua pelos puteiros, seus braços e pernas e dentes guarde o crânio pra minha sopa matinal, sopa de letrinhas, quero saldar às novas borboletas mesmo confessando ter muito medo destes animais, "você não é o caso perdido, é o caso achado", pois o resultado é um somatorio delicado de erros, e pode acreditar mais erros que acertos, você só cospe o que te faz mal, daí eles já vão autoanalizando-se pouco à pouco, a tua mudança em relação ao teu passado é a formula do seu trabalho, do seu eu e ego, trabalhando pro futuro dos teus, é de chão e de agua que tu te reconstrói a hora de chorar o passado já se esminguiu, agora limpa esta terra dos joelhos olhe pra frente que atraz fica pra traz, o mártir do seu passado? aprisiona lá dentro de ti e deixa aquilo de bom que você sabe que tem por ae por cima dos teus olhos talves, deixa isso solto, quem consome e compra guerra, de guerra morre , pois Jesus já dizia "aquele que vive pela espada morrerá pela espada", guarda esta armadura e te volta pros teus campos de centeio e colhe teu trigo em paz.
tem horas que precisa dar reticências pra engulir tudo... e eu engulo porque a amo, porque não sei mais viver sem ela...
abaixou a cabeça com seu passo tímido
observou a luz com o seu olhar óbvio
caiu em desespero em seu navio negreiro
gastou suas palavras como se estivesse bêbado
sorriu e gargalhou e fingiu ter alivio
escancarou os dentes para a forja do ferreiro
dormiu a meia luz pra não assustar o sono
mastigou o amargo no seu caldo morno
olhou timidamente com os olhos vermelhos
gritou mais vez a sua ira em cinza
deixou queimar até o ultimo fio dos seus cabelos
fez toda estrutura da lama da cacimba
desligou o pulmão e respirou fumaça
esmaeceu em pó tal qual cal à parede nua
cortou os pulsos magros com a faca cega
ateou fogo na igreja como se estivesse louco
duvidou de si com se estivesse são
unidoaos olhos dor, ódio e paixão...
