quinta-feira, fevereiro 19, 2009
os 49 dias de 2009
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Acabou o Ensaio
segunda-feira, dezembro 08, 2008
ouvindo Flaming Lips
sexta-feira, novembro 07, 2008
a falta.
é a falta que mata
é como ser peixe sem calda
horas vagas de pura nostalgia retarda
vida prodígio de horas insensatas
que cospem dor sem cessar de sua boca amarga
é a falta que mata
a melodia pacata
de canto que atormenta... acovarda...
vida em sigilo por sobre as luas de prata, baratas
que cobrem o pão nas calçadas...
aqui é onde muda a rima
de um verso inconstritável
mas é de insistir em dizer que é a falta que mata
que afaga e rebata este mal dizer
que não há o que fazer nem o que temer
pra temer mais a falta
pois ainda sim lá dentro nomeio o do ócio, é falta que mata
que mata e maltrata..
Lincoln Mar
sexta-feira, outubro 31, 2008
Mr Tambourine man
segunda-feira, setembro 22, 2008
o campo
do fim, das coisas semânticas e metafisicas entre o doce da chuva e o sal do mar, das luzes dos relâmpagos, a agua divagando as penumbras do centro antigo, a cidade se cobrindo em seu sono marginal, os filetes de agua enrolavam-se nos meus cachos, sinuantes ao vento forte, as luzes dos postes davam um tom de translucidez, era tudo que se podia aceitar, chover, é impossível imaginar tudo, o que a negra noite guarda nas vielas vazias, "nas vielas vi ela" ou queria vê-la, beija-la sentir sua cabeça super posta de coisas insensatas ao senso sensível à flor da pele, o homem coletivo sente a necessidade de coletar solidão solidada ao que rodeia seu medo, o orgulho , a arrogância o pandermônio de coisas que não deram, certo, queimem os panteras negras, esquartejem Joaquim Silvério dos Reis e distribua pelos puteiros, seus braços e pernas e dentes guarde o crânio pra minha sopa matinal, sopa de letrinhas, quero saldar às novas borboletas mesmo confessando ter muito medo destes animais, "você não é o caso perdido, é o caso achado", pois o resultado é um somatorio delicado de erros, e pode acreditar mais erros que acertos, você só cospe o que te faz mal, daí eles já vão autoanalizando-se pouco à pouco, a tua mudança em relação ao teu passado é a formula do seu trabalho, do seu eu e ego, trabalhando pro futuro dos teus, é de chão e de agua que tu te reconstrói a hora de chorar o passado já se esminguiu, agora limpa esta terra dos joelhos olhe pra frente que atraz fica pra traz, o mártir do seu passado? aprisiona lá dentro de ti e deixa aquilo de bom que você sabe que tem por ae por cima dos teus olhos talves, deixa isso solto, quem consome e compra guerra, de guerra morre , pois Jesus já dizia "aquele que vive pela espada morrerá pela espada", guarda esta armadura e te volta pros teus campos de centeio e colhe teu trigo em paz.
quarta-feira, setembro 17, 2008
tem horas....
tem horas que precisa dar reticências pra engulir tudo... e eu engulo porque a amo, porque não sei mais viver sem ela...
segunda-feira, setembro 08, 2008
abaixou a cabeça com seu passo tímido
observou a luz com o seu olhar óbvio
caiu em desespero em seu navio negreiro
gastou suas palavras como se estivesse bêbado
sorriu e gargalhou e fingiu ter alivio
escancarou os dentes para a forja do ferreiro
dormiu a meia luz pra não assustar o sono
mastigou o amargo no seu caldo morno
olhou timidamente com os olhos vermelhos
gritou mais vez a sua ira em cinza
deixou queimar até o ultimo fio dos seus cabelos
fez toda estrutura da lama da cacimba
desligou o pulmão e respirou fumaça
esmaeceu em pó tal qual cal à parede nua
cortou os pulsos magros com a faca cega
ateou fogo na igreja como se estivesse louco
duvidou de si com se estivesse são
unidoaos olhos dor, ódio e paixão...
quarta-feira, agosto 27, 2008
Brasil em Pequim? te asseguro melhor Tomar Benflorgin!!!

Apagou-se a Pira Olímpica !!!!! deixando acesa à pira brasileira desportista um bando de questões suspensas e equilibradas por uma leve casca, casca de ferida, suja, destruída infeccionada com quantos mil litros de pus que você quiser pôr ao redor dela, e as promessas de medalhas de ouro? e as nossas seleções de remendos ? e o Brasil? será que este país tão forte como se diz ser é tudo isto mesmo, não sei depois de ver a Etiópia em 15º lugar no quadro de medalhas, e você passou as suas madrugadas sagradas sacramentas a falta do patriotismo tão dito, tão vil, tão civil, a identidade de um povo fútil, tava assistindo uns jamaicanos como são velozes voam, batem no peito carregam consigo seu país, e vi um dia deste um jogo de futebol da nossa "seleção", que desleixo?!, sem vontade, aos troncos e barrancos, entortando as suas pernas na busca de um show que não passou de uma fagulha, aliás ter esperança é de graça e não depende da politica maquinada e viciada Brasileira, o tal nadador americano voando nas piscinas, os russos e suas meninas, ae você me diz: "ah mas coitadinhos os brasileiros não têm dinheiro", a coisa até depende de dinheiro sim, mas e a vontade pelo seu País?, todo mundo foi brilhar em Pequim, nós fomos bater fotos, nós fomos passear, como o que viemos fazendo de uns tempos pra cá, e você me diz mas o futebol do Brasil é o melhor do mundo, nós somos o celeiro de atletas desta modalidade , e eu lhe digo somos um bando de vagabundos perdidos num campo de várzea qualquer, sem instrução, sem saber ao menos cantar o nosso hino, sem paixão por esta terra aqui, povoada dos mais belos e perigosos bandidos da Europa, sem saber o que quer dizer nação, elegendo o vicio, a droga, a prostituição infantil, o estelionato, a falta de carater, e o descaso nas nossas eleições, umas manchetes chamaram de decepção, eu digo que a campanha do Brasil só deu aquele amargo a mais nas minhas madrugadas, só mostrou que o Brasil´só dá orgulho aos investimentos estrangeiros, àquela velha máquina viciada aquele alforge antigo, é nestas horas que sinto falta da ditadura....com tantos gritos presos na Garganta em Pequim foi só pra tomar Benflorgin mesmo...
sexta-feira, agosto 15, 2008
Secretaria de Cultura sem Cultura...
sexta-feira, agosto 08, 2008
Ensaio sobre meus punhos brandos
terça-feira, julho 22, 2008
terça-feira, junho 24, 2008
EU NÃO SEI NADA SOBRE PLANOS
Love is the word I said a million times
..TO YOU
segunda-feira, junho 23, 2008
tempo tempo tempo...mano velho
terça-feira, junho 17, 2008
traição segundo Amaury
segunda-feira, junho 16, 2008
Vinhos...fomos...
quinta-feira, junho 05, 2008
em contra-versão (versãozão) - Sargaço Mar
terça-feira, maio 27, 2008
UM DIÁRIO DE MAIO DE 68
José Ribamar Bessa Freire01/06/2008 - Diário do Amazonas
O poder instituído organiza a memória coletiva, inventando lembranças e, em conseqüência, determinando o que deve ser esquecido. Ergue monumentos a alguns personagens, que passam assim a ser ‘atores da história’, e silencia sobre outros, que deixam de existir, mergulhados no olvido. Nesse processo de memória seletiva, muita coisa é escondida, ocultada, jogada debaixo do tapete. “O passado é aquilo que não passou do que passou”, nos ensina o poeta João Cabral de Mello Neto. Nesse sentido, o passado não está antes, mas dentro do presente, a memória é construída.
O Museu Paulista, por exemplo, erguido lá, nas margens plácidas do Ipiranga, exibe estátuas gigantescas de mármores dos bandeirantes, apresentando-os como heróis nacionais: estão lá esculturas de Raposo Tavares, Fernão Dias e de todo o Esquadrão da Morte, convivendo com a estátua de bronze de D. Pedro I e com estatuetas que decoravam as mansões da elite brasileira. Suas vitrines mostram dezenas de estojos contendo cachinhos e mechas de cabelos de senhoras da Casa Grande, mas não tem nada da senzala, nem sequer um pentelho de um índio ou de um negro.
Existe assim uma intenção deliberada de apagar a resistência e a contribuição de negros e índios para a formação do Brasil. E não é por falta de ‘atores da história’. Em sua tese de doutorado sobre a Amazônia, David Sweet apresenta uma longa lista com nomes de 98 índios que lutaram contra o poder colonial português só nos rios Negro e Urubu. Nenhum deles é oficialmente lembrado. Não existe sequer um beco com o nome deles. Não foi por mera coincidência que o zoólogo Hermann von Ihering, diretor do Museu do Ipiranga no final do século XIX, propôs o extermínio físico dos índios. A memória é um campo de disputas acirradas. Aquilo que uns querem esquecer, outros lutam para lembrar, como vimos recentemente com as comemorações do movimento de maio de 1968, na França. De um lado, o presidente Sarkozy declarou que quer apagar o que chamou de “herança maldita”, mas de outro acabam de ser editados os arquivos inéditos sonoros da RTL, com as gravações dos programas de rádio que cobriram os acontecimentos da época: viaturas da polícia incendiadas, barricadas, prisões, centenas de feridos, a Sorbonne ocupada, depois de declarada “comuna livre” com o hasteamento de uma bandeira vermelha.
Os arquivos sonoros da RTL mostram que a rádio foi para as ruas. Reportagens, discursos, entrevistas, correrias da polícia, bombas de gás lacrimogêneo, a respiração ofegante do repórter que grita no microfone: “Cuidado! Uma pedrada!”. Passeata em Paris no dia 13 de maio com 800.000 pessoas cantando: “Ce n’est qu’un début, continuons le combat”. Entrevistas com o líder estudantil Daniel Cohn-Bendit, ainda em 22 de março, quando os alunos ocuparam a universidade de Nanterre. Depois, vem a cobertura da ocupação da Sorbonne, no dia 3 de maio, com a fala de Alain Geismar, os discursos do poder: De Gaulle, Pompidou, Chaban Delmas.
No entanto, existem alguns depoimentos pessoais, que ficam de foram da memória oficial, mas que mostram o peso da história no cotidiano de pessoas anônimas e comuns, como nós. Uma professora universitária, Anne-Marie Milon, minha colega na UERJ, enviou e-mail comentando o que escrevi aqui há duas semanas sobre o movimento de maio de 1968. Ela estava lá, nas barricadas do Boulevard Saint Michel. Em plena efervescência, conheceu um estudante brasileiro que se tornou seu companheiro, o que mudou sua vida e seu destino, trazendo-a para o Brasil. Fez um diário, onde foi anotando o que estava vivendo.
Em 1968 Anne-Marie Milon, hoje Oliveira, era uma jovem estudante de Letras Modernas na Université Paris IV – a Sorbonne. O seu relato é discreto, sóbrio, não registra grandes gestos heróicos ou épicos, do tipo que foi criticado por Joaquim Ferreira dos Santos numa crônica carregada de ironia, publicada em O Globo (26/05/2008). Ela me enviou por e-mail alguns fragmentos de seu diário que merecem ser compartilhados com os leitores.
“Prezado Bessa, amei seu artigo. A grande maioria do que vi publicado nesses dias me parece tão longe do que vivemos. Você não estava lá em 68, não é? Mas parece que sim”.
“Eu era estudante de letras, na Sorbonne. No primeiro dia ( 3 de maio), não sei porque, percebi que algo diferente estava acontecendo. Estava lá, na biblioteca, vi os primeiros acontecimentos. A polícia cercando, a manifestação se formando. Comecei a escrever um diário. Hoje releio este diário com emoção: as ingenuidades da idade me fazem sorrir, mas também me vejo mergulhada de novo naquele clima extraordinário que nunca mais vivi.
“Maio, como você sabe, já é um mês "quente" e, sobretudo, os dias são longos. Eram interminavéis... e tínhamos todo o tempo do mundo! As discussões no grande anfiteatro – o "grand amphi" - tão enfumaçado que mal se conseguia ver o outro lado e, talvez a lembrança que mais marcou: os grupos se formando nas ruas (no "Boul´Mich´" que você cita no seu artigo), as pessoas se encontrando... desconhecidos discutindo em rodinhas na calçada com paixão, ouvindo, aprendendo... Falaram de tanta coisa... de "happening", etc. Para mim foi isso, um imenso encontro que abriu tantas portas e janelas no meu universo de estudante bem comportada.
“E os filmes do Glauber... a Bossa Nova... dando cada vez mais força ao meu desejo de ir para a América Latina - a América Latina de Cuba, do Che... Mas também, para mim que era ainda muito ligada à Igreja Católica, a América Latina do Camilo Torres, da teologia da Libertação, daqueles bispos tão corajosos do Brasil que conhecia pelo nome. Foi em 15 de maio de 68 que conheci o Zé Luiz, meu companheiro.
“As barricadas, sim, foram uma "revivência" da Comuna de Paris. Refazíamos a Comuna esmagada no sangue de dez mil parisienses. Lutei também na retaguarda, nos fundos da Sorbonne, fazendo sanduiches kilomêtricos com baguettes doadas pelos padeiros de Paris e máscaras contra gás lacrimogêneo (dois "modess" costurados num retângulo de pano e mergulhados numa solução de bicarbonato de sódio. Com óculos de mergulho, dava para agüentar meia hora na barricada!)
“E desfilei cantando a Internacional. Esta alegria de se sentir imerso numa multidão imensa, eu só reencontrei nas "Diretas Já!".
“O mais lindo foi quando, vencendo a oposição férrea dos sindicatos, os operários se juntaram a nós, retomando, como dizia um dos milhares de slogans da época, ‘a bandeira da revolução’ de nossas ‘frágeis mãos’ de estudantes".
“Obrigada por me fazer reviver um pouco destes momentos tão importantes na minha vida! Um abraço. Anne-Marie”.
quinta-feira, maio 22, 2008
palavras pesam mais
foi como se sentisse um murro, entre por entre os meus punhos em posição de defesa, veloz como um raio e pesado como uma tonelada acertando o meu o queixo a uma velocidade extraordinária, foi tão forte que no momento expulsou todas as minhas ideias, raciocínios rápidos, balançou tão forte a minha cabeça, que tudo que tinha dentro até mesmo as minhas lágrimas caíram no chão, se perdendo entre as bitucas de cigarro, as casquinhas de bombom de hortelã, rótulos molhados de cerveja, o que lembro depois do que ela disse, era só de dois homens disputando um jogo ao qual eu não conheço, mas lembro que um deles disse "quanto mais me esforço pra tentar ganhar, mas a atmosfera destas peças me jogam num beco sem saída, parece que a qualquer hora você vai empurrar este punhal no meu coração, de vez, estou perdendo"foi isso que senti, foi um golpe tão duro, que eu não tive nem tempo de chorar direito, foi tão esmagador, que os meus sentidos se apagaram antes mesmo de sentirem algo, black out, depois lembro de subir no micro, dae em seguida lembro de um abraço que foi pior talvez porque realmente este abraço, me tirou tudo da cabeça, ela levou consigo o pensamento de chegar em casa, dormir tranquilo depois de um dia difícil, dae em seguida eu lembro de parar no posto de combustível e fui abastecer-me de vazio, me enchi tanto que até a uma certa altura quando sol já tentava se apresentara lembrei que tinha casa, lembrei já era um outro dia, e minha avó diz que "quem toma banho por ultimo fica com a cara de ontem" e confesso que pretendo deletar ontem do Hd, ou melhor do pouco do hd, dae já lembro de chegar em casa completamente bêbado, de olhar pro meu cachorro, que parecia que entendia o que eu sentia, ele não pulou em mim, não me lambeu, não fez de cara de feliz, ele simplesmente me escoltou até a porta esperou eu abrir e fechar me olhou como quem diz"amanhã a gente conversa tah?" dae lembro que deitei na cama e a bebida girou a roda da fortuna e acordei com um gosto amargo que espero que passe....









